• Abr
    30
    21h30

Dias da Música

Centro Cultural de Belém, Lisboa

Dias da Música no CCB: “Candide ou o Otimismo”, com a Orquestra Sinfónica Portuguesa e o Coro do Teatro Nacional de São Carlos. Direção musical de João Paulo Santos.

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Programa

Candide, ou o Otimismo, é um conto filosófico em tom de sátira publicado pela primeira vez em 1759 por Voltaire. Foi escrito, ao que parece, em três dias, em 1758, ainda sob a impressão do terremoto de Lisboa, com assinatura de um pseudónimo, “Monsieur le docteur Ralph”, literalmente, “Senhor Doutor Ralph”. Narra a história de um jovem, Cândido, que vive numa espécie de mundo à parte, onde recebe os ensinamentos sobre optimismo de Leibniz através de seu mentor, Pangloss. A obra retrata a abrupta interrupção deste estilo de vida quando Cândido se desilude ao testemunhar e experimentar as dificuldades do mundo. Voltaire conclui a obra-prima com Cândido — se não rejeitando o optimismo — pelo menos substituindo o mantra leibniziano de Pangloss, “tudo vai pelo melhor no melhor dos mundos possíveis”, por um preceito enigmático: “devemos cultivar nosso jardim.”
Cândido é caracterizado pelo tom sarcástico, bem como pelo enredo errático, fantástico e veloz. Este romance picaresco parodia diversos clichês do romance e da aventura, cujas provas são caricaturadas num tom mordaz. Ainda assim, os eventos discutidos no livro são muitas vezes baseados em acontecimentos históricos, como a Guerra dos Sete Anos e o já citado terramoto de Lisboa de 1755. A problemática do mal, tema comum aos filósofos da época, é exposta também neste conto, de forma mais direta e irónica: o autor ridiculariza a religião, os teólogos, os governos, o exército, as filosofias e os filósofos, por meio de alegorias; de maneira mais conspícua, chega a roubar Leibniz e o seu otimismo.
Tal como esperado por Voltaire, Cândido desfrutou de um enorme sucesso e causou grande celeuma. Imediatamente após a sua publicação secreta, o livro foi proibido por conter blasfémias, sedição política e hostilidade intelectual, escondidos sob um véu de ingenuidade. Graças à sua inteligência afiada e ao retrato profundo da condição humana, influenciou diversos autores, nomeadamente o 1984 (1948) de Orwell, o Admirável Mundo Novo (1932) de Huxley e a reflexão sobre pessimismo e optimismo em Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881) e Quincas Borba (1891) de Machado de Assis. Também inspirou artistas como Leonard Bernstein, que compôs em 1956.
Candide uma opereta baseada no romance homónimo de Voltaire, e com libretto escrito por Lillian Hellman. A estreia de Candide foi em 1956, mas em 1974 foi apresentada novamente, com um novo libreto, de Hugh Wheeler, sendo esta a versão apresentada nos Dias da Música. Para além de Hugh Wheeler, colaboraram ainda para o libreto: John Latouche, Dorothy Parker, Lillian Hellman, Stephen Sondheim e o próprio Bernstein. Hershy Kay, John Mauceri e Maurice Peress contribuíram para a orquestração.

Ficha Técnica

Direção musical | João Paulo Santos 

Barítono | Mário Redondo
Soprano | Lara Martins
Tenor | Mário Alves
Meio-Soprano | Patrícia Quinta
Meio-Soprano | Leila Moreso>
Barítono | Diogo Oliveira
Tenor | Marco Alves dos Santos
Tenor | Bruno Almeida
Baixo | Nuno Dias
Baixo | Christian Luján
Baixo | João Oliveira
Tenor | Sérgio Martins

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Maestro Titular | Giovanni Andreoli 


Orquestra Sinfónica Portuguesa
Maestrina Titular | Joana Carneiro 

Coprodução | CCB | TNSC
M/6 

Programa

Candide, de Leonard Bernstein

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